segunda-feira, 9 de junho de 2014

Tiro no pé


20140608071819_cv_3Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o candidato do PSB a presidente da República, Eduardo Campos, e sua vice Marina Silva, exibiram de público um rompimento político. Em nota oficial, a Rede de Sustentabilidade, que a rigor nem existe oficialmente como partido, expôs as vísceras do desentendimento: a aliança do PSB com o PSDB em apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.
Eduardo e Marina não falam mais a mesma língua. É tensa a relação. Encrenqueira e fundamentalista, a ex-senadora não levou um voto a mais para o socialista. As pesquisas são um retrato disso. Antes do acordo, Eduardo tinha 7% das intenções de voto e após 90 dias em campanha ao lado dela se mantém no mesmo patamar.
Números não mentem. O que Marina acrescentou? Nada. A rigor, os problemas não se resumem a São Paulo. A cabeça dura de Marina impediu que o candidato do PSB ganhasse um palanque extremamente competitivo no Rio Grande do Sul, já abocanhado por Aécio Neves: o da senadora Ana Amélia (PP), líder absoluta em todas as pesquisas para o Governo do Estado.
Ali, Eduardo teve que se aliar ao candidato do PMDB, José Ivo Sartori, que se apresenta com uma candidatura olímpica. Em Minas, Marina torrou tanto a paciência de Eduardo que o fez romper o acordo com Aécio, pelo qual o PSDB apoiaria o PSB em Pernambuco e lá a legenda socialista também não lançaria candidato próprio a governador.
Eleição se ganha somando e não subtraindo. Quando tentou a reeleição em Pernambuco frente a Jarbas Vasconcelos, tido como um candidato forte, mas que e revelou frágil por falta de apoios, Eduardo montou a maior coligação que se tem notícia na história mais recente da política estadual.
A estratégia para minguar Jarbas foi soma, mas Marina acha que eleição se vence com teses fundamentalistas, ortodoxas e estreitas, ou seja, adepta da subtração. O tempo vai passando a impressão que Marina pode ter sido uma grande utopia, uma grande frustração. Na verdade, um tiro de Eduardo no próprio pé.
Informações  Magno Martins.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Pesquisa da Nassau foi banho de água fria para Eduardo Campos, diz deputado federal Sílvio Costa



Foto: BlogImagem
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Um dos principais aliados do senador Armando Monteiro (PTB), o deputado federal Sílvio Costa (PSC) alfinetou os socialistas ao afirmar que o resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, divulgado na última segunda-feira (14), deixou o grupo “desanimado”. De acordo com o levantamento, Eduardo Campos teve 38% das intenções de voto. Dilma aparece logo depois, com 35%. A situação é de empate técnico entre os dois.
Sob a ótica do deputado, havia um otimismo grande dentro do PSB que Eduardo teria mais de 60% das intenções de voto para presidência da República. A divulgação, para ele, caiu como banho de água fria na Frente Popular.
Político da base aliada de Eduardo Campos até o ano passado, Sílvio Costa, em entrevista por telefone, elencou três cenários para o desempenho de Campos rumo à presidência. Para o parlamentar, o empate técnico é sinal de que “o pernambucano não está concordando com a candidatura do ex-governador”.
Outro ponto negativo para Campos, segundo o deputado, é a dificuldade para conseguir transformar a boa avaliação como governador em intenções de votos. O terceiro critério elencado pelo aliado de Armando é o sentimento de gratidão a Lula e Dilma alimentado pelo eleitor do Estado.
“Eduardo está em campanha há dois anos, desde a vitória de Geraldo Julio para prefeito do Recife. Eu acho que eles [os socialistas] não ficaram contentes”, alfinetou o deputado. “Em Minas Gerais, por exemplo, as pesquisas deram Aécio com 60% de aprovação. Então, aqui, Eduardo realmente acreditou que teria 60%, pelo menos”, comentou. “Isso mostra a força do PT em Pernambuco”, disse o deputado, que questionou o “silêncio” dos socialistas com a divulgação do resultado.
Em 2010, quando foi apoiada por Eduardo Campos, Dilma alcançou 61% dos votos pernambucanos no primeiro turno – vantagem que, com a dupla em lados opostos, fica claramente ameaçada neste ano.
Ao todo, 2.448 pessoas residentes em Pernambuco foram consultadas. O número de entrevistas foi estabelecido com base em uma amostragem aleatória simples com nível estimado de 95% de confiança e uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

´Povo quer um governador, não um governado`, diz Sílvio Costa sobre Paulo Câmara

Foto: BlogImagem
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Um dos principais aliados do senador Armando Monteiro (PTB), o deputado federal Sílvio Costa (PSC) subiu o tom e criticou na manhã desta quarta-feira (26) a escolha do nome do secretário da Fazenda Paulo Câmara como candidato do PSB à sucessão do governador Eduardo Campos (PSB). “O povo de Pernambuco, em outubro, vai querer eleger um governador, e não um governado”, afirmou, em entrevista à Rádio JC News.
“Pernambuco sabe que o governador escolheu um candidato para que ele pudesse comandar”, bateu ainda o deputado federal, que classificou o modo de gestão do PSB como uma monarquia. No lançamento oficial da chapa, há dois dias, Câmara garantiu a Campos que continuaria sendo liderado pelo atual governador.
“É que, provavelmente, é o mais fácil de ser governado, de ser controlado”, classificou Sílvio, sobre a escola de Câmara. Para o deputado, foi uma decisão traumática e vai trazer efeitos colaterais; sugerindo que algum insatisfeito pode trabalhar pelo PTB ou não se empenhar no apoio a Câmara.
“O ser humano não tem vocação para ser masoquista”, disse ainda, afirmando que há muita gente insatisfeita, apesar das declarações de unidade. Na segunda (24), em conversa exclusiva com o Blog de Jamildo, o vice-governador João Lyra afirmou ver unidade na Frente Popular e ter recebido com tranquilidade a indicação de Câmara.
As falas foram dirigidas diretamente ao secretário de Governo do Recife, Sileno Guedes, que em uma entrevista anterior havia comparado a candidatura de Armando Monteiro a um projeto pessoal. Ele é presidente estadual do PSB.
Para Silvio Costa, se a postulação de Armando pode ser classificada como projeto pessoal por ter o apoio de poucos partidos, como declarou Sileno, o mesmo deve ser dito do voo presidencial de Campos; que até agora só atraiu o PPS para a chapa.
“A candidatura do governador interessa a Pernambuco ou ao PSB?”, questionou, antes de declarar que o partido precisa falar a verdade e ter humildade de reconhecer que foi Armando que apresentou a Campos o modelo de gestão adotado no Estado, através de seus contatos na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Sílvio Costa ainda afirmou que o governador Eduardo Campos está refundando a União por Pernambuco ao se aliar a figuras como o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o deputado federal Sérgio Guerra.
Ele ainda questionou o slogan da “nova política”, usado pelo PSB, ao lembrar que o deputado Raul Henry (PMDB), que será vice de Câmara, já foi vice do ex-governador Roberto Magalhães em 1996.

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