Neste espaço discutiremos as questões do nosso município, da nossa querida terra do milho...
terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Tiro no pé
Eduardo e Marina não falam mais a mesma
língua. É tensa a relação. Encrenqueira e fundamentalista, a ex-senadora
não levou um voto a mais para o socialista. As pesquisas são um retrato
disso. Antes do acordo, Eduardo tinha 7% das intenções de voto e após
90 dias em campanha ao lado dela se mantém no mesmo patamar.
Números não mentem. O que Marina
acrescentou? Nada. A rigor, os problemas não se resumem a São Paulo. A
cabeça dura de Marina impediu que o candidato do PSB ganhasse um
palanque extremamente competitivo no Rio Grande do Sul, já abocanhado
por Aécio Neves: o da senadora Ana Amélia (PP), líder absoluta em todas
as pesquisas para o Governo do Estado.
Ali, Eduardo teve que se aliar ao
candidato do PMDB, José Ivo Sartori, que se apresenta com uma
candidatura olímpica. Em Minas, Marina torrou tanto a paciência de
Eduardo que o fez romper o acordo com Aécio, pelo qual o PSDB apoiaria o
PSB em Pernambuco e lá a legenda socialista também não lançaria
candidato próprio a governador.
Eleição se ganha somando e não
subtraindo. Quando tentou a reeleição em Pernambuco frente a Jarbas
Vasconcelos, tido como um candidato forte, mas que e revelou frágil por
falta de apoios, Eduardo montou a maior coligação que se tem notícia na
história mais recente da política estadual.
A estratégia para minguar Jarbas foi
soma, mas Marina acha que eleição se vence com teses fundamentalistas,
ortodoxas e estreitas, ou seja, adepta da subtração. O tempo vai
passando a impressão que Marina pode ter sido uma grande utopia, uma
grande frustração. Na verdade, um tiro de Eduardo no próprio pé.
Informações Magno Martins.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Pesquisa da Nassau foi banho de água fria para Eduardo Campos, diz deputado federal Sílvio Costa
Um dos principais aliados do senador
Armando Monteiro (PTB), o deputado federal Sílvio Costa (PSC) alfinetou
os socialistas ao afirmar que o resultado da pesquisa do Instituto de
Pesquisa Maurício de Nassau, divulgado na última segunda-feira (14),
deixou o grupo “desanimado”. De acordo com o levantamento, Eduardo
Campos teve 38% das intenções de voto. Dilma aparece logo depois, com
35%. A situação é de empate técnico entre os dois.
Sob a ótica do deputado, havia um
otimismo grande dentro do PSB que Eduardo teria mais de 60% das
intenções de voto para presidência da República. A divulgação, para ele,
caiu como banho de água fria na Frente Popular.
Político da base aliada de Eduardo
Campos até o ano passado, Sílvio Costa, em entrevista por telefone,
elencou três cenários para o desempenho de Campos rumo à presidência.
Para o parlamentar, o empate técnico é sinal de que “o pernambucano não
está concordando com a candidatura do ex-governador”.
Outro ponto negativo para Campos,
segundo o deputado, é a dificuldade para conseguir transformar a boa
avaliação como governador em intenções de votos. O terceiro critério
elencado pelo aliado de Armando é o sentimento de gratidão a Lula e
Dilma alimentado pelo eleitor do Estado.
LEIA MAIS:
>> Em situação de empate técnico, Eduardo Campos tem 38% e Dilma 35% na primeira pesquisa da Nassau
>> Em situação de empate técnico, Eduardo Campos tem 38% e Dilma 35% na primeira pesquisa da Nassau
“Eduardo está em campanha há dois anos,
desde a vitória de Geraldo Julio para prefeito do Recife. Eu acho que
eles [os socialistas] não ficaram contentes”, alfinetou o deputado. “Em
Minas Gerais, por exemplo, as pesquisas deram Aécio com 60% de
aprovação. Então, aqui, Eduardo realmente acreditou que teria 60%, pelo
menos”, comentou. “Isso mostra a força do PT em Pernambuco”, disse o
deputado, que questionou o “silêncio” dos socialistas com a divulgação
do resultado.
Em 2010, quando foi apoiada por Eduardo
Campos, Dilma alcançou 61% dos votos pernambucanos no primeiro turno –
vantagem que, com a dupla em lados opostos, fica claramente ameaçada
neste ano.
Ao todo, 2.448 pessoas residentes em
Pernambuco foram consultadas. O número de entrevistas foi estabelecido
com base em uma amostragem aleatória simples com nível estimado de 95%
de confiança e uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais,
para mais ou para menos.
´Povo quer um governador, não um governado`, diz Sílvio Costa sobre Paulo Câmara
Foto: BlogImagem
Um dos principais aliados do senador
Armando Monteiro (PTB), o deputado federal Sílvio Costa (PSC) subiu o
tom e criticou na manhã desta quarta-feira (26) a escolha do nome do
secretário da Fazenda Paulo Câmara como candidato do PSB à sucessão do
governador Eduardo Campos (PSB). “O povo de Pernambuco, em outubro, vai
querer eleger um governador, e não um governado”, afirmou, em entrevista
à Rádio JC News.
“Pernambuco sabe que o governador
escolheu um candidato para que ele pudesse comandar”, bateu ainda o
deputado federal, que classificou o modo de gestão do PSB como uma
monarquia. No lançamento oficial da chapa, há dois dias, Câmara garantiu
a Campos que continuaria sendo liderado pelo atual governador.
“É que, provavelmente, é o mais fácil de
ser governado, de ser controlado”, classificou Sílvio, sobre a escola
de Câmara. Para o deputado, foi uma decisão traumática e vai trazer
efeitos colaterais; sugerindo que algum insatisfeito pode trabalhar pelo
PTB ou não se empenhar no apoio a Câmara.
“O ser humano não tem vocação para ser
masoquista”, disse ainda, afirmando que há muita gente insatisfeita,
apesar das declarações de unidade. Na segunda (24), em conversa
exclusiva com o Blog de Jamildo, o vice-governador João Lyra afirmou ver unidade na Frente Popular e ter recebido com tranquilidade a indicação de Câmara.
As falas foram dirigidas diretamente ao
secretário de Governo do Recife, Sileno Guedes, que em uma entrevista
anterior havia comparado a candidatura de Armando Monteiro a um projeto
pessoal. Ele é presidente estadual do PSB.
Para Silvio Costa, se a postulação de
Armando pode ser classificada como projeto pessoal por ter o apoio de
poucos partidos, como declarou Sileno, o mesmo deve ser dito do voo
presidencial de Campos; que até agora só atraiu o PPS para a chapa.
“A candidatura do governador interessa a
Pernambuco ou ao PSB?”, questionou, antes de declarar que o partido
precisa falar a verdade e ter humildade de reconhecer que foi Armando
que apresentou a Campos o modelo de gestão adotado no Estado, através de
seus contatos na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Sílvio Costa ainda afirmou que o
governador Eduardo Campos está refundando a União por Pernambuco ao se
aliar a figuras como o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o deputado
federal Sérgio Guerra.
Ele ainda questionou o slogan da “nova
política”, usado pelo PSB, ao lembrar que o deputado Raul Henry (PMDB),
que será vice de Câmara, já foi vice do ex-governador Roberto Magalhães
em 1996.
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